quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Acorde os acordes.

Já andei por todos os lugares procurando em cada som a voz, não consigo pois de longe escuto o estrondo da bala, algumas gramas de raiva viajando em alta velocidade, que infelizmente ela bate na parede e fica... fiquei sabendo que o ódio por essas bandas não gosta de vermelho e ela não quis manchar a decoração da nova sala que acabo de comprar na Insinuante, lembro que a vendedora de olhos verdes se insinuou pra mim, um sofá novo com apenas um lugar que sei que vou gastar, uma tv que passa sempre lagoa azul, uma mesa com mais de uma lugar e que estou a alugar os outros pra dividir um manguzá que não vou comer pois não curto manguzá... e se olhar bem tem bem lá ao fundo pode-se ver o buraco do disparo e de longe posso sentir nos ouvidos um acorde distante da sinfonia da pólvora enfurecida por todo preconceito sofrido... mais raiva disparada, mais marcas pra emassa no fim do ano... pois tenho visitas ilustres... todas as decepções e vitorias trocam presente com os pés no centro de vidro quebrado... Bem sóbrio o amor segura uma Cereser, mas não quer dividir o estourar de tampa batendo na lampada e nem a embriagues futura.
 Voltando a bala, eu ignoro e volto a procurar aquele acorde que estava faltando nessa obra.. agora sinto um cheiro de queimado e vejo por instantes a terceira bala no ar... só que agora a bala quis tocar um violãozinho e mostrar que é capaz de acordar aquele acorde! enfim acho o que procurava, agradeço ao atirador raivoso ,pois sei que essa bala não era perdida! Enquanto volto a varrer o chão.

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